Crianças com deficiência intelectual se desenvolvem melhor quando têm irmãos

Deficientes se beneficiam ao tentar copiar os movimentos dos irmãos.
Apae organiza encontro nacional de irmãos de pessoas com deficiência.

Marília JusteDo G1, em São Paulo

Ter um filho com deficiência intelectual não é fácil e com certeza o trabalho aumenta quando a família tem outras crianças dentro de casa. Mas as psicólogas que trabalham na Apae garantem: ter um irmãozinho ou irmãzinha pode fazer toda a diferença na qualidade de vida de uma criança deficiente. É por isso que a entidade realiza, na próxima semana, um encontro nacional de irmãos de pessoas com problemas de deficiência intelectual – o primeiro do tipo. 

“O [irmão] que não tem a deficiência evolui muito mais rápido, isso é natural”, explicou ao G1 a psicóloga Marilena Ardore, co-autora do livro “Tenho um irmão deficiente, vamos conversar sobre isto?”, ao lado de Vera Hofman e Mina Regen. “Com isso, ele acaba servindo de modelo para o irmão com deficiência imitar. A gente vê que tem deficientes que têm irmãos e eles se desenvolvem muito mais rápido, pelo modelo. Os irmãos ajudam muito”, afirma. 

A colega Parizete Freire concorda. “Uma criança deficiente com dois anos e meio, quase três anos, que não está andando, com um irmão de um ano e meio, que não tem a deficiência, acaba copiando, sendo estimulada pelo irmão”, afirma. “É um modelo de estímulo”, diz Ardore. “O irmão menor pega direito no garfo e ele quer imitar”, exemplifica.

Dificuldades

É claro que isso depende de um bom relacionamento entre os irmãos, o que não é tão fácil. A proximidade precisa ser construída desde cedo e requer muito jogo de cintura dos pais. “Para a criança pequena, normalmente, esse irmãozinho acha que a mãe gosta mais do irmão deficiente. Porque ela sai de casa, se arruma, pega a bolsa e vai ‘passear’. Ele ainda não tem condições internas de entender que esse é um tratamento que o irmão precisa”, explica Parizete Freitas. 

Para isso, a Apae oferece um programa de apoio não apenas para as crianças com deficiência, mas para seus irmãos e irmãs também. “Nós chamamos os pais, conversamos sobre a importância de eles estarem orientados em relação ao irmão. Para que ele não seja deixado de lado, mas se torne um aliado, que caminhe junto”, conta Freitas. 

“A gente trata isso de uma forma muito lúdica. Primeiro vemos o que a criança sabe do irmão, para esclarecer ou complementar. Elas entram na sala de atendimento, exploram o material, a sala da fonoaudióloga, da fisioterapeuta, da psicóloga. Para entenderem o que o irmãozinho vem fazer aqui”, diz ela. 

Opção

O irmão pode ajudar, mas a ênfase é no “pode”. “O papel desse irmão não deve vir associado a uma sobrecarga, a uma predeterminação de que esse é o papel dele, de que ele é responsável por isso e que assim será e será eterno”, afirma Ardore. “É trazer para o outro uma carga muito grande de um papel que não é dele. Ele é apenas irmão, não é pai e mãe”, explica a psicóloga. 

“A coisa deve acontecer por si só. Essa iniciativa de levar o deficiente para sair junto, para viajar, e coisas do tipo deve vir do próprio irmão”, afirma ela. “Isso tem que vir espontâneo, porque, a tendência é que, conforme o tempo passe e os pais envelheçam, o irmão vá tomar conta do deficiente”, afirma. “Muitas vezes os pais se surpreendem, em uma família com vários filhos, que justamente aquele que eles jamais eles imaginavam diz que vai cuidar do irmão deficiente”, conta Ardore. 

“É preciso respeitar. A gente vê muitos irmãos e irmãs que deixam a própria vida de lado por sentirem uma obrigação de ter que cuidar do irmão deficiente. Temos gente aqui no grupo de apoio que diz ‘ah, eu nem me preocupo em namorar, porque não vou poder casar, eu tenho que cuidar do meu irmão’”, conta Freire. “Têm mães que simplesmente delegam a função de cuidar do filho deficiente para uma filha mais velha. E a criança com deficiência precisa da irmã, mas precisa muito mais da mãe”, acrescenta Ardore. 

“Quanto melhor orientados a família e esse irmão, melhores serão as condições de cumplicidade na adolescência e vida adulta”, diz Freire.

Caminho contrário

Mas se é verdade que o irmão não-deficiente pode melhorar muito a vida do irmão com esse tipo de problema, o inverso também é verdadeiro. “Ele amadurece antes, tem uma visão mais humanitária da vida, um senso de responsabilidade maior. Muitas vezes a gente observa até que isso influencia a escolha da carreira. Geralmente, a pessoa acaba optando por uma carreira na área da saúde, como fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia”, diz Freire.

Encontro

O primeiro encontro nacional de irmãos da Apae ocorre em 16 de novembro. Nele, irmãos de pessoas com deficiência poderão trocar experiências e discutir maneiras de melhorar a qualidade de vida dos deficientes intelectuais. 

Logo em seguida, nos dias 17 e 18 de novembro, acontece o simpósio sobre deficiência intelectual da entidade, que reunirá não apenas os familiares, mas profissionais de saúde, estudantes e entidades de apoio.

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Enfermeiras contam tudo sobre médicos

Relato é de médica, no jornal americano “New York Times”.
Relação entre médicos e enfermeiras é descrita como “estimulante”.

Abigail ZugerDo ‘New York Times’

Quase nada sobre medicina passa despercebido hoje em dia. Uma exceção, estranhamente, é um aspecto que costumava estar no centro da atenção: a sempre estimulante relação entre médicos e enfermeiras. 

De Cherry Ames ao Dr. Kildare, o pessoal nos firmes uniformes brancos já valsou para oferecer grande diversão a todos. Algumas análises acadêmicas sérias daqueles dias confirmaram os jogos sexuais intensamente estereotipados e as complicadas jogadas de poder sustentando mesmo as mais triviais interações médico-enfermeira. 

Agora, obviamente, tudo isso mudou, com a enfermagem estabelecida como uma poderosa e instruída profissão, com o fim dos estereótipos machistas, a diminuição das disparidades salariais e as descrições de função se sobrepondo. 

Mas será que mudou de verdade? Sabemos disso com certeza? Na teoria, médicos e enfermeiras estão se dirigindo a um feliz paraíso de igualdade, colaboração e respeito mútuo. Entretanto, conhecendo a natureza humana, pode-se pensar se não estaríamos antes condenados a vencer uma confusa era de reconstrução com um progressivo abuso mútuo, enquanto todos os lados lutam para recuperar sua condição. 

Enquanto isso, não há muitos relatórios vindos do campo. Pode apostar que nenhum médico por aí está planejando publicar um manuscrito intitulado “Reflexões sobre Enfermeiras” muito em breve. Suponho que meus colegas concordem que tal projeto seria melhor se deixado para a aposentadoria em algum lugar num distante atol no Pacífico, onde o carteiro nunca aparece. 

É duro dizer o que geraria mais cartas de ódio: delinear alguns dos piores atendimentos de enfermagem que o presente sistema oferece, ou buscar pelas palavras exatamente certas para descrever os milagrosos melhores. “Sagrado,” “altruísta” e “devotado” possuem tons paternalistas e condescendentes. “Profissional” soa frio demais. Há um limite para quantas vezes se pode usar “fabuloso” em apenas um artigo. É melhor não falar nada, dizemos nós, os covardes. 

Mas as enfermeiras são feitas de algo mais austero. Em “Reflexões sobre médicos,” elas produziram algo bastante extraordinário em recente escritas médicas: uma compilação de 19 breves ensaios meditando sobre as relações atuais entre as espécies. O livro vem da editora Kaplan Publishing, cujos direcionamentos atingem profissionais aspirantes da preparação para licença do SAT (exame educacional padronizado dos EUA), e aparentemente pretende preparar novas enfermeiras para o terreno. 

Ele o faz não por teoria mas por anedota: essas autoras falam mais das trincheiras do que de escritórios ou salas de aula, e enquanto algumas são escritoras por vocação, poucas podem exibir qualquer coisa no sentido de estilo literário. Ainda assim, suas histórias casuais oferecem uma perspectiva consideravelmente ampla sobre o assunto. 

Karen Klein relata as duas ocasiões no curso de uma carreira quando ela se recusou a acatar as ordens de um médico. Na primeira vez ela recebeu sinceras desculpas quando seu julgamento se provou correto; na segunda, por um julgamento igualmente correto, ela recebeu apenas uma marca de mão feita de sangue nas costas de seu uniforme assim que o irritado médico a empurrou na direção do trabalho recusado. 

Uma marca de mão altamente simbólica que, em mãos literárias mais autoconscientes, poderia ter se transformado numa bela metáfora. Essa enfermeira apenas espera que o médico “tenha buscado a ajuda de que precisava.” 

Outras histórias são similarmente triviais. Cara Muhlhahn, uma enfermeira-pré-natal de Nova York, descreve um complicado parto residencial com o cordão umbilical no pescoço: “Opa! Mais uma cesariana desnecessária evitada graças a uma excelente supervisão clínica e uma ótima colaboração com os médicos.” Paula Sergi, enfermeira da saúde pública, escreve sobre o médico viciado em trabalho com quem acabou se casando, “a pessoa por trás da mulher que se ocupa sozinha de funções sociais.” 

Anna Gregory, uma enfermeira de saúde ocupacional, reflete tristemente sobre seu instável arco de carreira: como enfermeira, ela cada vez mais fez “o trabalho do médico”; agora, estudando para ser médica, ela receia que, quando terminar, “todos os médicos terão sido substituídos por enfermeiras.” 

Na Kosovo destruída pela guerra, uma atualizada equipe de jovens médicas e enfermeiras reclama quando uma pediatra idosa da Albânia se junta a elas, apenas para se tornarem cativadas a despeito de si mesmas pelo grande talento clínico da velha senhora. 

Cada história representa um passo para compreender as inerentes diferenças que separam as profissões. Trabalhando como enfermeira de reabilitação, Mindy Owen tropeça numa das grandes ao cuidar de um adolescente tetraplégico, vítima de um acidente de carro. Ela fica emocionada com uma foto do garoto com seu antigo time de basquete, e a mostra ao médico responsável. “Nunca mais faça isso,” diz ele secamente. Apenas então ela percebe que o médico recebe a foto como uma reprimenda, uma mensagem de que como ele não conseguiu “consertar” o paciente, ele falhou. 

A enfermagem é intensamente baseada na realidade; a medicina, muitas vezes, nem tanto. “Foi a primeira vez que eu realmente compreendi a filosofia de alguns médicos,” escreve a enfermeira, “ e a definição de fracasso para eles.” 

Essas enfermeiras desprezam os médicos preguiçosos e arrogantes que atravessam seu caminho (alguém pode pensar se a enfermeira moderna, com mais poder, extrai um comportamento ainda pior desses médicos do que fazia o antigo modelo subserviente). Elas adoram os exemplares perfeitos que passam intermináveis horas com pacientes de doenças crônicas e depois vestem alegremente a roupa de Papai Noel na festa de natal. 

Em sua maioria, entretanto, elas escrevem em tons de cinza, descrevendo interações e relacionamentos incolores, corteses, corporativos. Você poderia até chamá-los de maçantes. Eles não dariam um minuto de boa televisão. Por outro lado, você pode conseguir uma boa assistência médica. 

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Fase de ‘lua de mel’ entre casais dura 2 anos e meio, diz estudo

Pesquisa pela internet afirma que, depois disso, casas ficam ‘confortáveis demais’.

Da BBC

ma pesquisa britânica afirma que o período em que um casal parece viver em “lua de mel” dura dois anos, seis meses e 25 dias depois do casamento.
Segundo o estudo, conduzido pelo instituto britânico de pesquisas globais pela internet One Poll, é neste ponto de um casamento considerado normal que homens e mulheres começam a encarar o relacionamento como algo completamente garantido.
O estudo, que analisou 5 mil casais, afirma que, depois do segundo aniversário de casamento, o casal tem mais possibilidades de descuidos como deixar meias e roupas de baixo espalhadas pela casa, ficar sem maquiagem ou se apoderar do controle remoto.
No terceiro aniversário de casamento, 83% dos pesquisados afirmaram que já não se importavam mais em celebrar a data da união.
“Pesquisamos casais que estão juntos há mais de dez anos para ver como eles enxergam a relação atual”, afirmou John Sewell, porta-voz da One Poll.
“Pode parecer que eles estão presos na rotina e, apesar de eles ainda se amarem, estão um pouco confortáveis demais na presença um do outro”, acrescentou.
 

 Confortáveis

A pesquisa afirma que sete em cada dez homens admitem que se sentem tão confortáveis com a esposa que, freqüentemente, deixam meias, roupas de baixo e roupas sujas pela casa.
Dois terços das pesquisadas afirmaram que nunca se esforçam para se vestir e parecer bem para seus parceiros e 54% nem usam maquiagem para o marido.
Na verdade, 61% das mulheres admitem que a primeira coisa que fazem quando chegam em casa do trabalho é trocar saias e saltos por uma roupa confortável como um pijama ou calças de abrigo.
E, de acordo com a pesquisa, 75% dos casais não abrem mão da posse do controle remoto, mesmo quando o parceiro pede gentilmente.
Mas, apesar de todos os “maus hábitos”, 61% dos pesquisados admitem que ainda conseguem lembrar carinhosamente do momento em que viram o parceiro ou parceira pela primeira vez.
“Esta pesquisa não é totalmente negativa, apesar de revelar maus hábitos”, disse Sewell. “Os pesquisados ainda se lembram dos velhos tempos, quando o romance ainda era importante no relacionamento.”
 

 Mãos dadas

A lista de “maus hábitos” não se restringe a problemas domésticos. Durante os primeiros meses de casamento, 83% dos casais andavam de mãos dadas pela rua. Depois de alguns anos, apenas 38% fazem isso.
Cerca de 70% dos pesquisados afirmam que gestos como comprar flores, servir o café na cama ou abrir a porta do carro já não são mais comuns depois do segundo ano de casamento.
Os casais se abraçavam ou trocavam carinhos mais de oito vezes por dia antes do primeiro aniversário de casamento, comparados com cinco vezes ou menos depois.
Desde o casamento, 60% dos pesquisados afirmam que não foram surpreendidos com uma noite romântica fora de casa. Outros 43% não tomaram café da manhã na cama juntos desde a união.
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Porque as mulheres fingem orgasmos? O que os homens devem fazer?

Quase todas as mulheres em algum ponto de suas vidas já fingiram orgasmo ou êxtase. De acordo com pesquisas (você pode responder uma abaixo) quase 70% da população feminina admitiu fingir orgasmos. E as questões que não querem calar são:

 

  • Porque as mulheres sentem que tem que fingir orgasmo?
  • É culpa do homem?
  • É uma questão de saúde ou porque a mulher tem dificuldades corporais e mentais em algum ponto de suas vidas que fazem com que ela sinta-se menos aberta na exploração da sexualidade?

Leia a matéria em: http://hypescience.com/fingir-orgasmos/

Adolescência: Uma revolução no corpo e na mente

Aos 11 anos o corpo humano se prepara para transformações radicais e muda mais do que em qualquer outra fase da vida, pois está se preparando para entrar na puberdade.

 

O início da entrada da puberdade depende da genética, alimentação e outros fatores. Para todos ela começa no sexo.

Leia a matéria completa em: http://hypescience.com/adolescencia-uma-revolucao-no-corpo-e-na-mente/

Aprendendo a Construir Relacionamentos Saudáveis

Dr. Cesar Vasconcellos de Souza

Essa matéria é dirigida aos que desejam parar com o papel de codependentes, ou seja, querer controlar tudo, querer mudar as pessoas, assumir sempre responsabilidades pelos erros dos outros sem deixar que eles os assumam, não dizer “não” quando deveria, etc.

É possível você aprender muito sobre si mesmo através das pessoas às quais você se liga. No processo de amadurecer dentro da recuperação emocional uma pessoa aprende que não deve mais formar relacionamentos somente baseados na atração. Aprende a ser paciente, a permitir-se considerar fatos importantes e analisar informações sobre aquela pessoa. O alvo neste tipo de recuperação é passar a conseguir ter atração saudável às pessoas. Assim, passar a permitir ser atraído ao que as pessoas são, não ao que elas podem vir a ser ou ao que você esperava que fossem.

Quanto mais você procurar entender os problemas de sua família de origem, percebendo como lhe afetou, menos precisará trabalhar através deles com as pessoas para as quais você é atraído. Finalizar seus problemas do passado ajuda a formar relacionamentos novos e mais saudáveis.

Quanto mais superar sua necessidade de ser muito tomador de conta, menos será atraído para pessoas imaturas que buscam proteção constantemente. Quanto mais aprender a amar e a respeitar a si mesmo, mais será atraído para pessoas que amarão e respeitarão você, e a quem poderá amar, respeitar com segurança e confiar.

A mudança é lenta. Seja paciente consigo mesmo. O tipo de pessoa que lhe atrai talvez não mudará da noite para o dia. Sentir atração por pessoas problemáticas pode durar bastante na recuperação, o que não significa que você tem que permitir que elas o controle. Você Iniciará e manterá relacionamentos com pessoas com quem precisa estar até aprender o que for preciso aprender – dure o quanto durar. Também não importa com quem se relacionará ou o que descobrirá no relacionamento, o problema ainda é seu, e não da outra pessoa. Esse é o núcleo, a esperança e o poder da recuperação. Há algo em você que lhe dirige para aquela pessoa. É preciso perceber isto para conseguir mudar.

Podemos aprender a cuidar de nós mesmos ao iniciar e formar um relacionamento. Podemos aprender a ir devagar, prestar atenção, deixar de culpar Deus por nossos relacionamentos, e começar a ser responsáveis por eles. Podemos aprender a desfrutar os relacionamentos saudáveis, afastar-nos rapidamente dos mais problemáticos e aprender a procurar o que é bom para nós sem obsessão por procurar o que é bom para a outra pessoa.

Fonte: http://www.advir.com.br/saude/

A infidelidade conjugal é também uma maldade

Dr. Cesar Vasconcellos de Souza

Uma das dores emocionais tida como a mais forte e devastadora é a que uma pessoa traída pelo cônjuge experimenta. Pessoas que passaram por esta experiência descrevem que foi como se uma faca tivesse atingido seu coração, partindo-o. Estudo científico feito pela Profa. Dra. Carmita Abdo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, publicado com o título “Descobrimento Sexual do Brasil”, revela dados alarmantes sobre o perfil de infidelidade dos brasileiros, homens e mulheres.

Nada justifica a traição num casal. Mesmo que explique, não justifica. Justificar tem que ver com provar que houve uma razão legal (dentro da lei) para o ato, ou significa tratar como justo um comportamento ou ainda provar a existência de um motivo legítimo para o ato realizado. Trair não é justo.

O cônjuge que trai age injustamente. O cônjuge traído talvez tenha sido injusto no sentido de ter privado o outro de atenções, sexo, diálogo, companhia, etc. Ambos, traído e traidor, geralmente têm culpa no caso de uma infidelidade no casamento. Na verdade, não há um carrasco e uma vítima. Ambos erram.

Há casos em que o traidor age com traição de maneira muito injusta, sendo, assim, muito mais culpado da situação de dor e desmoronamento do relacionamento, tendo aberto uma ferida de muito difícil cicatrização. Há pessoas que traem porque são compulsivas sexuais cujo cônjuge não tem quase nenhuma culpa, se alguma, pelos constantes e freqüentes episódios sexuais fora de casa deste indivíduo adicto ao sexo.

Trair é uma maldade. Também. Se o cônjuge traído sempre foi fiel e fica sabendo da situação, instala-se uma dor de difícil cura. Abre-se uma ferida cheia de “pus” de ódio, tristeza, estranheza, sensação de estar casado agora com um inimigo, “sangra” muito. O que era íntimo, fica afastado; o que era confiável, fica desconfiado; o que era amigo, parece inimigo; o que era conhecido, fica estranho.

Dra. Abdo e equipe pesquisaram entre 3106 mulheres brasileiras e encontraram que as que menos traem seu marido são as do Paraná (19,3%) enquanto que as que mais traem são do Estado do Rio (34,8%). Outros Estados ficaram assim quanto à percentagem de mulheres que traem (em média): Pará 20,3%; Santa Catarina 23,3%; Mato Grosso do Sul 23,6%; São Paulo 24,1%; Bahia 25,2%; Pernambuco 26,5%; Ceará 26,7%; Goiás 27,7%; Minas Gerais 29,5%; Rio Grande do Norte 30,2% e Rio Grande do Sul 31,7%.

Quanto aos homens, os que menos traem são os do Paraná também, mas mesmo assim com índice muito alto (43%). Depois vem São Paulo com 44%; Minas Gerais 52%; Rio Grande do Sul 60%; Ceará 61% e o estado com maior número de homens infiéis é a Bahia com 64%. Ou seja, em cada 100 homens baianos casados, 64 traem suas esposas em algum momento da vida segundo este estudo da Dra. Carmita.

A prevalência de um “caso sexual” entre 6846 participantes da pesquisa mostrou o seguinte quadro: 50,6% dos homens brasileiros admitiram ter tido um “caso sexual” com outra mulher, enquanto que 25,7% das mulheres admitiram ter tido sexo com outro homem. Ou seja, em cada 100 homens casados no Brasil, 50 tiveram um “caso” e em cada 100 mulheres casadas, quase 26 também tiveram contato extraconjugal sexual. Uma lástima e uma tragédia indevidamente alimentada pela má mídia.

A internet favorece a infidelidade conjugal. Pessoas casadas frustradas em seu casamento buscam “amor” virtual. Isto mascara o problema e pode complicar as coisas. Cerca de 60% dos casos de traição virtual termina em sexo real.

Uma pessoa casada que busca erotismo na internet está maltratando seu casamento porque estará comparando injustamente seu cônjuge com uma imagem pornográfica. Da mesma forma a pessoa casada frustrada em seu matrimônio que busca romance na internet está afundando ainda mais seu relacionamento e de uma forma injusta porque é muito fácil ser “amável” virtualmente e mostrar uma imagem de incompreendido(a) ou vítima para a pessoa no outro lado do chat. Ilusões são criadas e a coisa piora. E a verdade é que uma pessoa “interessante” também tem problemas.

A saída para evitar a infidelidade conjugal passa por diálogo sincero, humildade de ambos, marido e mulher, para aceitar dificuldades pessoais e procurar ajuda para resolvê-las, aceitar a limitação de todos os seres humanos para nos amar como sonhamos ser amados e aceitar o amor possível, parar de ter obsessão pelo outro, e aprender que homem e mulher são diferentes do ponto de vista comportamental o que produz a necessidade de aceitar as limitações pessoais e a compreensão de que o outro nunca poderá preencher todas as necessidades de cada um.

Fonte: http://www.advir.com.br/saude/