Brasileiro conta como descobriu água líquida em Marte

da Folha Online
da Efe, em Washington

O planeta Marte abrigou água durante bilhões de anos, mais do que se achava, revela a análise de imagens transmitidas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter da Nasa.

A descoberta de que Marte ainda possui água líquida, apesar de sua superfície ter temperatura média de -53ºC, foi confirmada pelo brasileiro Nilton Rennó, um dos líderes de pesquisa da missão da sonda Phoenix no planeta.

Para o grupo de Rennó não resta dúvida de que a substância possa ser encontrada no Planeta Vermelho, embora haja outros cientistas que dizem ver apenas “indícios”. O brasileiro é professor da Universidade de Michigan e foi convidado a integrar a equipe de pesquisa da missão, patrocinada pela Nasa (agência espacial norte-americana).

Catherine Weitz, cientista do Instituto de Ciências Planetárias, revela em um relatório divulgado nesta sexta-feira pela revista “Geophysical Research Letters” que imagens evidenciam processos permanentes de precipitação e fluxos de água.

Ela acrescenta que os processos ocorreram durante a “Era Hesperiana”, entre 3 bilhões e 3 bilhões e 700 milhões de anos, principalmente nas planícies que rodeiam o Valle Marineris, um enorme cânion que se estende por quase 25% do planeta em torno de sua linha equatorial.

Até agora, muitos estudos afirmavam que os deslizamentos causados pelas precipitações pluviais terminaram no primeiro bilhão de anos do planeta. No entanto, após estudar as imagens dos depósitos de sedimentos nas planícies, a equipe científica liderada por Catherine determinou que houve água nas regiões equatoriais durante um tempo muito mais prolongado.

A equipe de cientistas também descobriu que alguns vales do planeta provavelmente foram criados pelo fluxo de água em duas áreas de sedimentos de cor mais clara, perto de Valles Marineris.

“Estes tons mais claros nas planícies estão vinculados a uma atividade fluvial que não ocorreu em pequenos setores ou durante períodos breves, mas em uma escala muito maior e durante um lapso muito prolongado”, disse Catherine.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u446699.shtml

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