Cometa número 1.500

Agência FAPESP – O Observatório Solar e Heliosférico (Soho, na sigla em inglês) das agências espaciais da Europa (ESA) e dos Estados Unidos (Nasa) acaba de atingir uma marca história, com a descoberta de seu cometa de número 1.500.O pequeno cometa pertence ao grupo Kreutz e foi identificado pelo norte-americano Rob Matson, astrônomo amador e veterano caçador de cometas. Os cometas do grupo Kreutz têm sido observados há centenas de anos. Eles se deslocam muito próximos ao Sol, a ponto de muitos se evaporarem por conta da radiação da estrela.

O número conseguido pelo Soho é ainda mais impressionante ao se considerar que até hoje, com todos os métodos disponíveis, foram descobertos pouco mais de 3,3 mil cometas.

O sucesso do observatório se explica principalmente por sua posição. Localizado entre o Sol e a Terra, a espaçonave tem uma vista privilegiada de uma região do espaço que dificilmente é vista da Terra. Da superfície terrestre as regiões mais próximas ao Sol são possíveis de serem observadas apenas durante eclipses.

Segundo as agências ESA e Nasa, cerca de 85% de todos os cometas descobertos pelo Soho são fragmentos de um gigantesco cometa que se partiu há muitos séculos próximo ao Sol. São esses fragmentos que compõem o grupo conhecido como Kreutz.

Esses cometas passam a até 1,5 milhão de quilômetros da superfície solar quando retornam do espaço profundo, o que é muito pouco, pelo menos astronomicamente. Trata-se de 0,01 unidade astronômica (AU), ou seja, 1% da distância entre a Terra e o Sol.

A imagem do cometa de número 1.500 foi capturada com o Coronógrafo Espectrométrico de Ângulo Amplo (Lasco), um dos 12 instrumentos a bordo da nave. Apenas 15 minutos após a coleta pelo Soho, os dados se tornam disponíveis pela internet.

Astrônomos de todo o mundo, profissionais ou amadores, podem analisar nas imagens pontos que acham ser cometas. Quando alguém estiver certo de que encontrou um, pode submeter o resultado da análise ao Laboratório de Pesquisa Naval, em Washington, responsável pela checagem. Ali, a equipe coordenada por Karl Battam confere os dados e os envia ao Centro de Planetas Menores, onde o cometa é catalogado e sua órbita é calculada.

Segundo Battam, a riqueza de informações tornada possível pelo Soho e por esse processo de observação e análise está além de qualquer tentativa de medição.

“Estamos simplesmente conseguindo ver como os cometas morrem. Quando um deles passa constantemente pelo Sol, perde um pouco de gelo a cada vez, até que eventualmente se quebra em pedaços, deixando uma longa trilha de fragmentos. Graças ao Soho, os astrônomos contam com muitas imagens que mostram esse processo. Trata-se de um conjunto de dados que simplesmente não poderia ter sido reunido de outra forma”, disse.

Sem contar que descobrir cometas não é a função principal do observatório espacial, que há 13 anos tem feito revelações extraordinárias sobre o Sol e o ambiente próximo à estrela. “Encontrar essa enorme quantidade de cometas é um bônus que não estava nos planos”, disse Bernhard Fleck, cientista do projeto Soho.

Mais informações para quem quer se tornar um caçador de cometas: http://ares. nrl.navy. mil/sungrazer

Fonte:Original desta notícia pode ser acessada através do site: http://www.gea. org.br/mss. html
 
Céu claro pra todos!
 
José Geraldo Mattos
Moderador
 
O que é inconcebível a respeito do universo é que ele é absolutamente concebível”.(Albert Einstein)
 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: