Antibiótico pode diminuir tempo para tratar tuberculose

Tratamento longo é a principal razão para o abandono da terapia.
Estudo utiliza droga usada para tratar de pneumonia.

Da Agência Estado

Uma pesquisa do Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mostrou resultados promissores na redução do tempo de tratamento da tuberculose, de seis meses para dois meses. A longa duração da terapia é a principal razão para o abandono do tratamento e conseqüente descontrole da doença, já que o organismo cria resistência aos medicamentos.
A pesquisa, coordenada pelo pneumologista Marcus Barreto Conde, do Instituto de Doenças do Tórax da UFRJ, associou um antibiótico usado em casos de pneumonia, a moxifloxacina (MOX), às drogas já utilizadas no tratamento da tuberculose.
No estudo, feito com 170 pacientes, 85% dos casos tratados com o antibiótico MOX ficaram curados em oito semanas. No grupo que usou placebo ou drogas convencionais, apenas 68% atingiram esse índice no mesmo tempo. “Já na quarta semana, o grupo que estava tomando MOX apresentou taxa de conversão de positivo para negativo de 51%, quase o dobro do grupo-controle, que alcançou a taxa de 29%, o que nos mostra que a associação com esse antibiótico matou mais bactérias numa velocidade muito maior do que o tratamento convencional”, disse Conde.
Antes desse protocolo passar a ser indicado, será necessário ainda passar por estudos clínicos de fase 3 e 4, que irão ampliar o estudo para um grupo maior e determinar o risco-benefício, o valor terapêutico e as reações adversas. Os resultados dessa pesquisa acabaram de ser apresentados na Conferência de Agentes Antimicrobianos e Quimioterápicos, em Chicago, nos Estados Unidos.

 

 A doença

A tuberculose é transmitida pelo ar. O risco aumenta em ambientes fechados e em contato próximo com pacientes infectados com o Bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). No Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde, são 50 milhões de contaminados, 111 mil novos casos e 6 mil óbitos por ano. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

 

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