Nasa “resgata” oxigênio que formou Sistema Solar‏

Nasa “resgata” oxigênio que formou Sistema Solar

PAUL RINCON
da BBC News
Fonte: Folha On Line – http://www.folha.com.br
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u382420.shtml
16/03/2008 – 10h15

Cientistas da Nasa afirmam ter conseguido medir a composição do
oxigênio no momento do nascimento do Sistema Solar.

Segundo os especialistas, a descoberta é vital para tentar reconstruir
a evolução de nossos vizinhos cósmicos, os planetas.

A nave espacial Genesis passou mais de dois anos recolhendo amostras
de oxigênio das camadas mais externas do Sol.

Essas camadas contêm a composição da Nébula solar, uma imensa nuvem de
gás e poeira da qual o Sol e os planetas do Sistema Solar se
condensaram há mais de 4 bilhões de anos.

Os resultados da pesquisa foram apresentados na 39ª Conferência de
Ciência Lunar e Planetária, em Houston, nos Estados Unidos.

Os especialistas temiam que os dados preciosos haviam sido destruídos
quando a cápsula da Genesis contendo a informação caiu no deserto de
Utah, em 2004.

Tarefa chave

Os pesquisadores descobriram que o Sol é enriquecido com oxigênio do
isótopo 16, que também estaria na composição da Terra e dos meteoritos.

“Temos um sinal muito claro”, disse Kevin McKeegan, da equipe da
Génesis, baseada na Universidade da Califórina, em Los Angeles.

A Terra, a Lua e os meteoros tem proporções diferentes de três
isótopos do oxigênio: oxigênio-16, oxigênio-17 e oxigênio-18. Mas a
causa dessas variações ainda é desconhecida.

Ao medir a composição do oxigênio no Sol, os especialistas pretendem
estabelecer uma base para entender como os planetas desenvolveram suas
composições de oxigênio.

A missão da Genesis custou US$ 264 milhões e passou mais de dois anos
recolhendo íons –uma molécula ou átomo que ganhou ou perdeu elétrons
num processo conhecido como ionização– arremessados pelo Sol. Este
material é conhecido como vento solar.

A nave espacial capturou os átomos carregados do vento solar e os
armazenou em cinco painéis acoplados ao exterior da nave por mais de
800 dias em uma região do espaço distante 1,5 milhão de quilômetros da
Terra.

Os dados foram então colocados dentro de uma cápsula que retornou à
atmosfera terrestre em setembro de 2004.

Sorte

Ao acionar o pára-quedas, a cápsula deveria ter sido resgatada por um
helicóptero a partir de um gancho de cinco metros de comprimento.

Mas o pára-quedas falhou, provocando a queda do material no deserto,
colocando em risco toda a missão.

Os cientistas conseguiram resgatar as amostras de vento solar
–contendo o oxigênio– por meio de um espelho eletrostático.

O equipamento se concentrou em restituir a densidade dos íons, em
especial o oxigênio, deixando-os em bom estado para análise.

“Muitos consideram que não tivemos muita sorte com a missão da
Gênesis, mas nesse caso, nós tivemos muita sorte”, disse McKeegan.

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