Você está em uma loja, com uma pequena criança segurando a sua mão, e repentinamente ela tenta sair correndo. Você se abaixa e cochicha em seu ouvido, “Fique com a mamãe, querida”, sabendo que essa é uma tola tentativa de interromper o acesso de fúria que está se alimentando como um tsunami dentro de sua criança. Com o coração a toda, você pega ela no colo e sai correndo da loja antes que alguém grite “Mãe ruim. Criança mal educada. Saiam daqui!”.

Criança até 2 anos não deve assistir TV, diz estudo
Ninguém sabe por que crianças de dois anos têm acessos de fúria, mas a maioria delas tem. Começa com uma braveza leve por causa de algo simples, mas rapidamente infla para uma fúria dramatizada por gritos, socos, pisões no pé e gritos. As crianças descem psicologicamente a um lugar onde elas não podem ser alcançadas por palavras ou conforto físico, e os pais ficam impotentes e confusos.
A criança claramente está aflita, mas para o pai ou mãe a aflição parece desproporcional à situação. E é fisicamente estressante para a criança, o que sugere que deve haver alguma razão evolucionária do porque os acessos de fúria são tão universais nas pequenas crianças.
Solidão leva crianças à internet
O pediatra Harvey Karp, autor do livro “A Criança Mais Feliz do Pedaço” (também disponível em DVD) e perito em acalmar bebês e crianças, alega que acessos de fúria são um produto do desenvolvimento humano. Ele vê nossos queridinhos como pequenos selvagens menos evoluídos guiados pelo instinto e emoções, e não por pensamentos racional, e sugere que é seu papel como pai ou mãe em civilizá-lo até tornar-se Homo sapiens.
Para tal, Dr. Harvey sugere que, no meio do acesso furioso, o pai ou mãe devem se lembrar de nossos antigos ancestrais como o Neandertal e tornar-se um junto com a criança para descobrir como fazê-la parar de gritar.
Seu método é falar em frases curtas que reflitam as emoções primitivas da criança (“Você está brabo”) ao invés de tentar dirigir-se como um Homo sapiens adulto moderno à situação (“Por favor, pare. Meninas grandes não gritam.”).
Crianças devem ter mais tempo para brincar, dizem pediatras
Aparentemente nada as deixa estes pequenos Neardertais mais enraivecidos do que a lógica Homo sapiens. Eles apenas querem ser ouvidos e ter suas emoções reconhecidas. E o acesso furioso é mais bem controlado por um simples “Eu te entendo, querida”.
É claro, Dr. Harvey maldiz os Neandertais ao sugerir que eles eram criaturas instintivas guiadas pelas emoções ao invés do pensamento. Os Neandertais não possuíam linguagem, mas eles tinham cérebros maiores que os humanos modernos e poderiam provavelmente solucionar problemas lógicos tão bem quanto nós.
Seu conselho é melhor expressado pela noção de que o Homo sapiens, e presumivelmente nossos ancestrais, foram desenvolvidos para sentir profundamente, e as pequenas crianças simplesmente querem suas emoções reconhecidas, assim como os adultos.
Na realidade, adultos gastam milhões a cada ano para conversar com terapeutas e ter seus sentimentos ouvidos. E as relações funcionam melhor quando as pessoas conseguem ver e ouvir a dor, miséria, alegria e felicidade do outro.
TV age como analgésico para crianças
Portanto os pais não precisam ler a história da evolução humana para saber como lidar com suas incontroláveis crianças.
Tudo o que precisamos fazer, mesmo no meio do mais embaraçoso acesso de raiva, é alcançar o próprio interior e sentir a mesma frustração e raiva com o mundo, e então se inclinar e dizer, como o Dr. Harvey faria, “Eu sei como você se sente”. [Fonte]
Arquivado em: Comportamento
muito massa